terça-feira, 19 de junho de 2012



tem dias que a gente acorda com uma novela mexicana nas entranhas.

meio doce
meio amarga
sem legendas e dublada
pra gente não saber bem onde começa a fala
onde termina o choro
onde isso tudo vai dar...

mas a gente sente que já sabe e implora por um final feliz
talvez por ter a certeza de que um dia ele chega.

jesse y joy tem a cara desses dilemas.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Manuscrito

Não rasgue, não esqueça, não esconda. Guarde os originais. A rima perfeita povoa os versos de quem conhece os próprios rascunhos.

domingo, 20 de maio de 2012

No portão


Daqui a pouco 
é muito pouco
 pro muito que eu espero.

Quem sabe um dia 
é muito noite 
pro dia que eu quero.

E não há nada 
que pese em mim 
o tempo que me pesa
Fico sentada 
jogando fora
 a hora que me resta. 

Pois já não vale caminhar a esmo... 
Volta agora! 
Volta agora mesmo!

sábado, 21 de abril de 2012

Lágrima


E embora sofresse tanto com a dor que ainda sentia
muita dor já lhe mostrara
que a dor sempre acaba um dia.

domingo, 15 de abril de 2012

ponteiros

teu mistério
sopra a vela
que me acende
as verdades

eu me apago
vejo trevas
caio eu
caem as tardes

tempo louco
noite escura
e você sem dizer nada
vai-se embora
minha cura
em tua omissão sangrada

me pergunto
te indago
puxo o banco
puxo o lenço
me ensurdeço
caio aos prantos
de horror ao teu silêncio


quinta-feira, 15 de março de 2012

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Na sala de jantar

Não que eu não tenha o que dizer. Apenas prefiro deixar que meu silêncio filtre o que é preciso ser dito. Palavras demais geralmente transbordam o copo, caem sobre a mesa e acabam manchando a madeira. Para sempre.