sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Papel almaço


Há quem tente, sem sucesso, nos marcar com canetas sem tinta.
Há quem nos contorne com giz, quem nos esfume com cera,
quem nos corta, quem nos carimba.

Há quem nos rabisque, quem nos dobre, quem nos rasgue.
Há quem nos manche, nos desmanche, nos estrague.

Mas ele me pegou pelos cantos
me trouxe de volta ao branco
e preencheu com lápis de cor
os espaços entre minhas margens.

Depois, fez poesia sobre minha superfície.

4 comentários:

Alfa & Ômega disse...

Que coisa mais linda esse poema que encontrei aqui!!! Eu adorei! Bela inspiração, Lívia e se você me permitir, posso postá-lo qualquer dia em meu blogue? Um grande abraço! Fique com Deus Beijos!

Alexandre Pitta Guedes disse...

Muito bom mesmo! :)

Gaby Soncini disse...

Ah Lívia, você posta tanta doçura e lindeza!

Beijos! S2

Carlos Pegurski disse...

(Você nem sabe, mas sempre passo e releio.)