quinta-feira, 7 de junho de 2012
Manuscrito
Não rasgue, não esqueça, não esconda. Guarde os originais.
A rima perfeita povoa os versos de quem conhece os próprios rascunhos.
domingo, 20 de maio de 2012
No portão
Daqui a pouco
é muito pouco
pro muito que eu espero.
Quem sabe um dia
é muito noite
pro dia que eu quero.
E não há nada
que pese em mim
o tempo que me pesa
Fico sentada
jogando fora
a hora que me resta.
Pois já não vale caminhar a esmo...
Volta agora!
Volta agora mesmo!
sábado, 21 de abril de 2012
Lágrima
muita dor já lhe mostrara
que a dor sempre acaba um dia.
domingo, 15 de abril de 2012
ponteiros
teu mistério
sopra a vela
que me acende
as verdades
eu me apago
vejo trevas
caio eu
caem as tardes
tempo louco
noite escura
e você sem dizer nada
vai-se embora
minha cura
em tua omissão sangrada
me pergunto
te indago
puxo o banco
puxo o lenço
me ensurdeço
caio aos prantos
de horror ao teu silêncio
sopra a vela
que me acende
as verdades
eu me apago
vejo trevas
caio eu
caem as tardes
tempo louco
noite escura
e você sem dizer nada
vai-se embora
minha cura
em tua omissão sangrada
me pergunto
te indago
puxo o banco
puxo o lenço
me ensurdeço
caio aos prantos
de horror ao teu silêncio
quinta-feira, 15 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Na sala de jantar
Não que eu não tenha o que dizer. Apenas prefiro deixar que meu silêncio filtre o que é preciso ser dito. Palavras demais geralmente transbordam o copo, caem sobre a mesa e acabam manchando a madeira. Para sempre.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
coma bélico
não sei levar o amor de qualquer jeito
nem acolher a dor que me angustia
me tire dessa guerra arruaceira
me leva embora agora e me alivia
estou caída em meio a uma trincheira
me arraste pro meio da enfermaria
e anestesia
e anestesia
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