domingo, 21 de abril de 2013


mari,

aconteça o que acontecer, você sempre vai entrar na guerra com as armas que a vida lhe deu.
e só.

como usá-las? você não sabe.
para onde apontá-las? tampouco.
mas os desvios de balas, os tiros tortos, os espelhos quebrados, os sete anos de azar serão apenas provas de que você tentou fazer direito, do seu jeitinho.

não desista. não se culpe. não se perca. não se frustre.não esqueça a munição.

você fez o que sabia, o que achava que era o melhor. você foi o que conseguiu.

agora, recomece esse poema épico com a certeza da página em branco.
e eu terei orgulho das suas próximas decisões, enquanto você constrói, dia após dia, seu arsenal de sensatez.

um beijo

mamãe
janeiro de 1982

Um comentário:

Gaby Soncini disse...

Como eu adoro essas cartas que você escreve *.*

Linda!

Beijos!